segunda-feira, 12 de julho de 2010

Yoñlu

Tomei conhecimento de Yoñlu - ou Vinicius Gageiro Marques - em 2009, enquanto esperava a impressão do meu livro num Xerox daqui de Americana. Vi uma revista Época e comecei a folheá-la. Bati os olhos na história deste menino que se suicidou.

Percorri atentamente cada linha da matéria jornalística - mas sem sentimento mórbido, voraz pela morte. Apenas quis entender a dinâmica de vida (sic) deste garoto que produziu uma série de músicas, com sua voz meio rouca, meio perdida ao fundo, encoberta ao som de violão. E, tendo planejado seu fim, suicidou-se no banheiro de sua casa, com monóxido de carbono, enquanto algumas pessoas da internet estimulavam seu fim.

Fiquei sem reação. Senti-me diminuido frente a este garoto que tinha tudo para ser alguém na vida, mas não foi. Ou melhor, foi. Partiu. Apagou. Silenciou seu Suicide Song. Senti-me indefeso frente ao fim da vida, tirada voluntariamente de forma tão drástica, melancólica. E fiquei a me perguntar: ele se matou por que era fraco? Forte? A morte era realmente o caminho? Não sei. Não sei mesmo o que se passou na cabeça deste garoto, de voz rouca, que de certa forma me toucou com muitos questionamentos.

Abaixo, uma música dele



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