quarta-feira, 7 de abril de 2010

Seu Roberto

Aproveitando a onda Chico Xavier, não posso deixar de relatar uma de minhas peripécias infantis. E o melhor, antes mesmo de conhecer o filme Sexto Sentido. Vamos lá:

Eu devia ter uns 11, 12 anos. Estava em casa, à noite, sozinho com minha mãe, pois meu pai fora trabalhar. Alguns dias antes havia falecido nosso vizinho, o seu Roberto. E não perdi a oportunidade de me aproximar de minha mãe, com os olhos estalados, dizendo:
— Mãe, eu sinto a presença do seu Roberto.
Meus olhos estavam mais esbugalhados ainda, fingindo medo. Minha mãe, medrosa para coisas do além, foi logo dizendo:
— Ai meu Deus, Juliano. Para com isso. Não fica falando essas coisas.
Continuei sério, mesmo querendo rir:
— Mãe, tá cada vez mais forte a presença dele - e fui me deitar.
Ela correu ao meu quarto, pedindo para dormir junto comigo. Fui enfático:
— Não. Não consigo dormir com você aqui no quarto.
E gargalhei. Ela ficou na sala, com medo, assistindo televisão, suplicando para ficar junto comigo por que tinha medo. E eu ria, dizia que não.
Após algum tempo, comecei a pegar sono, mas eis que um barulho me acordou. A primeira coisa que fiz?
— Mããããe!!! Vem dormir comigo.


OBS: Nunca brinque com o espírito do seu Roberto rsrsrs

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