quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Revisando Consternado

Comecei a revisar um livretinho que escrevi quando estava na faculdade de jornalismo. Depois de anos guardado no mundo digital, eis que o encontro e decido acertar algumas arestas visivelmente má formuladas. Em breve, assim que terminar a revisão (faltam umas 15 páginas, de 35), vou diagramá-lo e disponibilizá-lo na net.

Em teor a história é a seguinte: O livreto Consternado retrata a história de Adônis, jovem que vive um conflito mental. Filho de uma família desestruturada, sofre de complexo de Édipo e é insensível a vida dos outros. Mortes, medo, bom humor e libertinagem se misturam num texto cheio de reviravoltas.

Segue um pequeno trecho:

Chegou à porta do supermercado. O calor escorria pelo rosto inchado, redondo, com uma papada. Pegou o carrinho de compras e foi em direção à padaria. As ancas gordas meneavam de um lado para o outro e o seu corpo ovalado emanava um cheiro de lavanda com suor.
Olhava ávida por comida, gordura, doces e guloseimas. Seus olhos eram maiores que sua boca e eles a levaram até a padaria do supermercado.
— Tem croquete? – perguntou sem cumprimentar a atendente, que balançou a cabeça de forma positiva. Pega uns 20 deles e umas 10 bolinha de queijo. Ah! Pega uns 200 gramas de mortadela e uns...uns cinco pãezinhos – emendou com a boca salivante.
Pegou as compras e as jogou no carrinho. Os lábios da atendente se abriram e sussurraram um tímido obrigada. Suzana não se deu ao luxo de responder. Seu dinheiro pagava a existência daquele emprego no supermercado.
Depois dessa tarefa, foi pagar o seguro de vida dela e de Adônis.

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