terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Galhofa matutina

Eu sou, acima de tudo, galhofeiro. Gosto da troça, da zombaria e da possibilidade de tirar sarro da própria merda. E merda é uma coisa boa, pois é ela quem aduba a vida. Eu sei que é frase feita, mas existem momentos em que frases feitas devem ser usadas, pois já foram feitas e estão aí para isso.



Pequena maldade
Gosto de infernizar meu primo Julio. E hoje não foi diferente. Ontem ele ficou me irritando com uma maldita lanterna. Hoje ele acordou com a lanterna piscando na cara dele. Lanterna trocada não dói, mas irrita. O melhor de tudo foi vê-lo dando um pulo na cama e dizendo mal humorado: "ontem você ficou falando que não pode ligar a lanterna na cara dos outros". Dei risada e disse. "Mas é você, então eu posso". Acendi de novo a lanterna, ele se levantou, correu atrás de mim para me socar. Eu fui ao banheiro, tentei fechar a porta, mas não deu tempo. Quando ele chegou perto, apenas sorri zombeteiro. Ele fez cara de mal humorado e saiu. Não sei o motivo de tudo isso, mas sou galhofeiro. E amanhã, se tudo der certo, eu cutuco o nariz dele com um pedaço de papel higiênico molhado.

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